Instituto Butantan investe em plataforma automatizada para aperfeiçoar processo de análise da eficácia de vacinas

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investimento acelera resultados essenciais para o desenvolvimento de novos produtos

São Paulo, 27 de outubro de 2026 – Economia de recursos, redução drástica de prazos e autonomia em relação aos processos. Esses são os principais impactos que a implementação de uma plataforma robotizada de diagnósticos vai trazer para a rotina de trabalhos do Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica (CeVIVAS), núcleo de pesquisa do Instituto Butantan voltado para monitoramento de vírus e análise da eficácia de vacinas.

Elaborado em parceria com a Loccus do Brasil, indústria de biotecnologia especializada no desenvolvimento de equipamentos e soluções para laboratório, o sistema vai automatizar todo o processo de microneutralização – teste que avalia a resposta imune de indivíduos vacinados pela presença de anticorpos capazes de inibir ou neutralizar uma infecção viral.

“A automação do processo também vai garantir maior precisão, reprodutibilidade e rastreabilidade nos resultados, reduzindo a variabilidade do erro humano e os riscos de contaminação de amostras”, observa a diretora do Centro de Desenvolvimento Científico (CDC) do Instituto Butantan e coordenadora do CeVIVAS, Sandra Coccuzzo.

Transição tecnológica

Os ensaios de microneutralização já haviam passado por uma etapa de aperfeiçoamento pela equipe técnica do CeVIVAS. Anteriormente, os testes eram feitos em nível qualitativo, apenas indicando ou não a presença de anticorpos. Com o aprimoramento, foi desenvolvida uma curva padrão reprodutível, que passou a mensurar exatamente a quantidade de anticorpos presentes nas amostras, contribuindo para o escalonamento dos ensaios.

Paralelamente, a expansão da área de Ensaios Clínicos do Instituto Butantan fez com que o volume de amostras recebidas pelo time do CeVIVAS para análise aumentasse expressivamente.

Até o momento, grande parte desse material é enviado para análise em laboratórios parceiros no exterior, o que impacta diretamente os custos e os prazos dos processos. A expectativa é que com a automação interna, o tempo de análise de cerca de 20.000 amostras reduza de cerca de seis meses para, aproximadamente, 40 dias.

[Conteúdo da Agência de Notícias do Governo de São Paulo]

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