Corte de cinco árvores em frente ao EcoPark neste sábado levanta questionamentos sobre necessidade da medida

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Cinco árvores foram cortadas na manhã deste sábado na via localizada em frente ao empreendimento EcoPark, na região do aeroporto. A ação ocorreu ao longo da calçada e deixou no local apenas os troncos remanescentes e resíduos de serragem.

Segundo relato de um motorista de caminhão envolvido no transporte dos galhos, que preferiu não se identificar, o serviço teria sido realizado a pedido da CPFL Energia, sob a justificativa de risco de danos à rede elétrica.

A explicação, no entanto, levanta questionamentos. Em diversas cidades, o manejo da arborização urbana em áreas com fiação elétrica é feito por meio de técnicas de poda direcionada, que permitem a convivência entre as árvores e a rede, sem a necessidade de corte total.

O fato de cinco árvores terem sido removidas em sequência reforça a dúvida sobre a adoção de alternativas menos agressivas. Especialistas na área apontam que a supressão completa costuma ser indicada apenas em situações específicas, como risco iminente de queda ou comprometimento estrutural da árvore.

Além disso, a intervenção ocorre justamente em frente ao EcoPark, empreendimento cujo nome remete à sustentabilidade e à valorização ambiental — o que intensifica o contraste entre a proposta e a ação realizada.

Com a retirada das árvores, a calçada perde sombreamento e parte do conforto térmico, impactando diretamente quem circula pelo local. Árvores urbanas também desempenham papel importante na qualidade do ar e no equilíbrio ambiental das cidades.

Diante do cenário, permanece a dúvida: o corte integral era realmente a única solução ou haveria alternativas técnicas capazes de preservar as árvores e garantir a segurança da rede elétrica?

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