JOFEGE conclui obra na SP-333 e reforça corredor logístico do Interior paulista

Execução mobilizou até 1.200 profissionais e adotou soluções construtivas inovadoras para ampliar a segurança viária, a fluidez do tráfego e a eficiência logística no Interior paulista
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Guarantã, 20 de julho de 2026 – A JOFEGE acaba de concluir um dos mais desafiadores projetos de infraestrutura rodoviária de sua trajetória: a duplicação do trecho 2 da SP-333, entre Guarantã e Pongaí, a 400 quilômetros de São Paulo, uma obra que soma 40 quilômetros de extensão entre pistas duplicadas e quatro dispositivos de acesso, além de 12 obras de arte especiais, entre viadutos e pontes.

A JOFEGE venceu a licitação promovida pela Concessionária Entrevias para executar o lote que compreende os quilômetros 245 ao 273 da rodovia, um eixo estratégico que conecta importantes cidades do interior paulista e integra o corredor logístico entre Cajuru, próximo à divisa com Minas Gerais, e Tarumã, na divisa com o Paraná. Com ordem de serviço emitida em outubro de 2024, a entrega acontece agora, consolidando um prazo de execução considerado recorde para a dimensão e complexidade da obra: exatos 20 meses.

“Executar 28 quilômetros de duplicação e quatro dispositivos, com 12 obras de arte especiais, em menos de dois anos é um marco de engenharia. Foi um desafio de escala, prazo e logística que exigiu decisões rápidas, estrutura robusta e um alto nível de integração entre equipes”, destaca Alexandre Pio dos Santos, Diretor de Planejamento da JOFEGE.

O projeto transformou completamente a configuração viária do trecho. Onde antes havia uma pista simples, com uma faixa por sentido, agora passam a operar duas faixas em cada direção, ampliando significativamente a capacidade de tráfego, reduzindo o tempo de viagem e elevando os níveis de segurança em um corredor que recebe, em média, cerca de 4 mil veículos por dia, incluindo muitos ônibus e caminhões.

Desafios de execução

Além da pressão pelo prazo, a JOFEGE enfrentou outro grande desafio: a contratação da mão de obra. A empresa encontrou dificuldades para recrutar profissionais qualificados e comprometidos na região, o que levou à contratação de uma empresa especializada em recrutamento. Mesmo assim, com grande rotatividade de trabalhadores.

“Ao longo da obra, a rotatividade chegou a 53%, índice acima da média do setor. No pico da operação, cerca de 1.200 trabalhadores estiveram mobilizados simultaneamente, com média de 600 a 700 profissionais ao longo de toda a execução”, afirma José Osvaldo Ferreira da Silva, Gerente de Contratos da JOFEGE. Para suportar essa operação, a empresa precisou ampliar drasticamente sua estrutura de alojamento: de uma previsão inicial de seis a sete unidades habitacionais, foi necessário manter 97 casas alugadas para acomodação de equipes trazidas de outras regiões.

“Foi uma operação que exigiu não apenas engenharia, mas uma gestão intensa de pessoas, treinamento e logística. Tivemos que estruturar praticamente uma cidade para atender à obra, com alojamentos em Pongaí e Guarantã”, ressalta José Osvaldo.

Segurança como prioridade absoluta

Outro ponto de destaque foi a rigorosa política de segurança exigida pela Entrevias, alinhada aos padrões internacionais do grupo VINCI Highways e à meta de acidente zero. Para atender a esses protocolos, a JOFEGE reforçou sua estrutura de segurança com Engenheiro de Segurança do trabalho, técnicos especializados, médica do trabalho, equipe de enfermagem e ambulatório próprio no canteiro. O resultado foi a conclusão da obra sem registro de acidentes graves de trabalho.

Tecnologia inédita no Brasil

A inovação também teve papel decisivo no avanço da obra. Para o projeto, a JOFEGE investiu na aquisição de novos equipamentos, entre eles motoniveladoras equipadas com sistema de nivelamento por GPS, tecnologia ainda pouco difundida no Brasil. O sistema, adquirido pela JOFEGE da Embratop, conecta a máquina a uma base topográfica fixa e ao projeto 3D da rodovia. Ele cruza os dados dos satélites (GPS/GNSS) com sensores instalados no chassi e na lâmina, calculando a posição exata para garantir uma execução perfeita. Com isso, o equipamento realiza correções automáticas de altura e alinhamento em tempo real, eliminando a necessidade do método tradicional, que demanda equipes de apoio em campo para medições manuais. O ganho foi expressivo em produtividade, precisão e eficiência operacional.

Além disso, para atender à demanda e superar o desafio logístico da distância em relação às usinas fixas da empresa, localizadas em Osasco e Itatiba, a JOFEGE implantou no local uma usina móvel de asfalto e uma usina de concreto. A usina de asfalto teve capacidade de produção de até 1.100 toneladas por dia e forneceu, ao longo da obra, cerca de 70 mil toneladas de material. Já a usina de concreto produziu aproximadamente 20 mil metros cúbicos. Toda a matéria-prima utilizada foi fornecida pela própria JOFEGE, reforçando sua capacidade de verticalização e controle de qualidade.

Engenharia de alta complexidade

Entre as 12 obras de arte estruturais executadas, um dos maiores desafios foi o viaduto do km 272, próximo a Guarantã, com aproximadamente 90 metros de extensão e geometria em curva. Diferente do modelo convencional em vigas, a estrutura foi moldada in loco, com seção transversal do tipo “caixão perdido”, uma solução altamente complexa, que exige toda a estrutura suspensa em escoramento até a concretagem total.

A execução desse viaduto levou cerca de sete meses e se tornou um dos principais símbolos da sofisticação técnica da obra. Outro destaque foi a intervenção sobre o Rio Dourado, onde a JOFEGE executou o alargamento da ponte existente, com 38 metros de extensão, além da implantação de nova estrutura paralela.

Com a entrega, a JOFEGE reforça sua posição entre as principais construtoras de infraestrutura do país e evidencia sua capacidade técnica, operacional e tecnológica para executar obras de grande porte em alta velocidade, mantendo padrões rigorosos de segurança e qualidade.

“A conclusão deste projeto comprova que estamos preparados para atender obras de grande complexidade, com estrutura própria, usinas móveis, tecnologia embarcada e capacidade de adaptação para superar desafios extremos”, conclui o engenheiro civil José Alves Barbosa Junior, Diretor Grupo JOFEGE.

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