Veja como os exercícios com o peso do corpo combatem a fragilidade em idosos

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Treinamento intervalado com peso corporal realizado em UBS reduziu a fragilidade e melhorou força

São Paulo, 27 de outubro de 2026 – Exercícios simples realizados com o próprio peso corporal e adaptados às condições de cada pessoa podem contribuir para reduzir a fragilidade de idosos. Um estudo da USP mostrou que um programa de treinamento intervalado aplicado a pacientes em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de Sorocaba (SP) reverteu o estado de fragilidade, melhorou a força e o desempenho funcional de idosos, além de reduzir parâmetros da pressão arterial.

De acordo com o orientador da pesquisa, o professor de Gerontologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP Francisco Luciano Pontes Júnior, a fragilidade é uma condição clínica caracterizada pelo declínio em múltiplos sistemas fisiológicos e pela diminuição na capacidade do organismo resistir a situações de estresse, como infecções. A condição está associada a dificuldades para realizar atividades do cotidiano, a quedas, hospitalização e morte. A prevalência de fragilidade é estimada em 9,1% no Brasil e em 17,4% no mundo. A pré-fragilidade é mais frequente, com prevalência de 51,8% no Brasil e de cerca de 46% mundialmente.

A pesquisa acompanhou 60 participantes, com média de 74 anos, durante um período de seis meses. Eles foram distribuídos aleatoriamente em dois grupos: um realizou sessões de exercícios com o próprio peso corporal, alternando períodos de esforço e recuperação, três vezes por semana; e o outro manteve suas atividades habituais e serviu como parâmetro de comparação.

Ao longo do período, os participantes submetidos ao treinamento apresentaram maior probabilidade de passar para estados de menor fragilidade. “A melhora já pode ser observada nas primeiras 12 semanas e ocorreu de forma progressiva até o final das 24 semanas de treinamento”, relata Lucas Marques Vieira, autor da pesquisa realizada na EACH em parceria com a University of Manitoba, no Canadá. “Consequentemente, também foram observadas melhorias na força dos membros inferiores, na velocidade da caminhada, na mobilidade e no desempenho em teste de levantar e sentar em uma cadeira”, diz.

[Conteúdo da Agência de Notícias do Governo de São Paulo]

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