São Paulo, 1º de outubro de 2026 – O Dia do Idoso, celebrado em 1º de outubro, pode ser um convite para olhar para o envelhecimento antes mesmo da chegada da velhice. O envelhecimento da população brasileira tem ampliado a discussão sobre qualidade de vida, prevenção de doenças e cuidados de saúde ao longo dos anos. Embora a geriatria ainda seja associada principalmente ao cuidado de pessoas idosas ou com doenças e limitações já instaladas, o acompanhamento pode começar por volta dos 50 anos, com foco na prevenção, na adoção de hábitos saudáveis e na manutenção da autonomia ao longo dos anos.
De acordo com o geriatra Dr. Vinicius Altomani, do Hospital Santa Catarina – Paulista, o especialista em geriatria atua na prevenção e no acompanhamento integral do processo de envelhecimento. “Além de ser o médico do idoso, o geriatra também é o médico que lida com o envelhecer. Geralmente, recomendamos o início do seguimento para a população 50+, no entanto qualquer adulto interessado em envelhecer de forma saudável pode se beneficiar deste suporte”, afirma.
A avaliação geriátrica é ampla e vai além da análise de sintomas pontuais, uma vez que considera aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais do paciente. O especialista explica que a assistência geriátrica inclui desde medicina preventiva até o controle de doenças prevalentes com o avanço da idade, assim como a revisão do uso de medicamentos, a fim de garantir o resultado mais eficaz para cada caso e evitar excessos e tratamentos desnecessários.
O que fazer a partir dos 50?
Entre os pilares do envelhecimento saudável estão a alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção das relações interpessoais e acompanhamento médico preventivo. Segundo o especialista, hábitos simples ainda são os mais importantes. “O envelhecimento ativo está ligado, antes de mais nada, a um estilo de vida. Muitas vezes as pessoas procuram soluções rápidas, como suplementos vitamínicos, mas têm dificuldade em manter uma boa alimentação e uma rotina benéfica”, destaca o Dr. Vinicius.
Sinal amarelo: hora de buscar ajuda
No dia a dia, sinais como cansaço frequente, falta de disposição, dificuldade para realizar pequenos esforços, alterações de peso sem causa aparente e sono inadequado podem indicar a necessidade de rever costumes diários e buscar orientação médica. A avaliação periódica individualizada permite a atualização do histórico do paciente, o que contribui para identificar precocemente fatores de risco e prevenir complicações futuras, com estratégias para apoiar a manutenção da saúde e bem-estar.
Além das demências – como, por exemplo, a doença de Alzheimer – e da fragilidade física, diversas patologias apresentam maior incidência com o envelhecimento, como hipertensão, diabetes, colesterol elevado, câncer e Parkinson. “Queixas relacionadas à saúde osteomuscular, dores crônicas, mobilidade, tonturas e alterações de memória também estão entre as mais frequentes nos consultórios geriátricos. Outro ponto de atenção é a saúde mental da população idosa, já que quadros de depressão e ansiedade seguem amplamente subdiagnosticados”, conclui o especialista do Hospital Santa Catarina – Paulista.





