Marília, 4 de agosto de 2026 – Marília, município do Interior de São Paulo localizado a cerca de 440 quilômetros da capital, registrou uma escalada atípica de violência com quatro mortes violentas em apenas quatro dias, entre 31 de julho e 3 de agosto. Embora a cidade não tenha por característica a ocorrência frequente de crimes hediondos, o recente acréscimo de casos mobilizou os setores de segurança.
O episódio mais recente ocorreu na noite de segunda-feira (3), na zona Sul, onde Paulo César Passarelo Marrele, de 38 anos, presidente do time de futebol de várzea Colorado, foi morto a tiros por dois homens de capacete em uma adega ao lado de uma escola estadual.
A sequência de crimes inclui ainda um homicídio no sábado (1º), quando Gustavo Henrique Melli de Oliveira, de 18 anos, morreu esfaqueado durante uma briga generalizada no Residencial Montana, zona Norte, resultando na prisão em flagrante de um mecânico de 37 anos. Já na sexta-feira (31), também na zona Norte, o corpo de Rosemar Andrade da Silva, de 64 anos, foi localizado por seu filho na residência da vítima, com ferimentos provocados por faca. O principal suspeito do feminicídio é o ex-companheiro da mulher.
O período violento encerra-se com a confirmação do óbito de Roberto Lúcio Rodrigues, de 47 anos, que estava internado na UTI da Santa Casa após ser agredido no Centro na madrugada de 22 de junho. Na ocasião, policiais militares flagraram dois homens arrastando a vítima no pátio de um posto de combustível. A Polícia Civil mantém inquéritos abertos para apurar as motivações e responsabilizar os autores de cada um dos casos registrados no município.





