Após mais de três meses em cativeiro, os brasileiros Luckas Viana dos Santos, 31, e Phelipe de Moura Ferreira, 26, conseguiram escapar de uma rede de tráfico humano em Mianmar. A fuga ocorreu no último sábado e ambos foram resgatados na segunda-feira (10) por um grupo armado local.
Atraídos por falsas promessas de emprego
Luckas e Phelipe aceitaram propostas de trabalho na Tailândia, mas, ao chegarem ao país, foram sequestrados e levados para Mianmar. Lá, foram obrigados a trabalhar cerca de 15 horas por dia, aplicando golpes digitais em vítimas de diversos países, sob ameaças e tortura.
Fuga e resgate
No sábado (8), os brasileiros, junto com outros estrangeiros, escaparam do local onde estavam confinados. No entanto, foram encontrados e detidos pelo Exército Democrático Karen Budista (DKBA), um grupo armado de rebeldes dissidentes das Forças Armadas de Mianmar.
Atualmente, eles aguardam transferência para a Tailândia com o auxílio da organização internacional The Exodus Road, que confirmou a fuga de 369 estrangeiros de 21 países.
Repatriação e apoio governamental
As famílias aguardam a ação do Ministério das Relações Exteriores para garantir a repatriação dos brasileiros. Luckas e Phelipe devem permanecer na Tailândia até que tenham acesso aos seus passaportes e aos recursos necessários para voltar ao Brasil.
Alerta sobre tráfico humano
O caso reforça o alerta sobre os riscos de ofertas de emprego no exterior, especialmente aquelas feitas por meio de plataformas digitais. Especialistas recomendam que os candidatos verifiquem a autenticidade das propostas e fiquem atentos aos perigos do tráfico humano, que tem feito vítimas em diversas partes do mundo.





